segunda-feira, 24 de setembro de 2012

ANP detalha investimentos em bacias sedimentares

A superintendente de Definição de Blocos da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Eliane Petersohn, ressaltou em plenária realizada no segundo dia da Rio Oil & Gas, os investimentos da agência para o desenvolvimento das bacias sedimentares do Brasil. Segundo a executiva, as regiões possuem perspectivas favoráveis em relação à exploração de petróleo e gás. Eliane também afirmou que serão aplicados R$ 1,8 bilhões em 22 bacias até 2014.
Dentre as bacias sedimentares citadas no painel “Fronteiras Exploratórias Terrestres no Brasil”, a superintendente da ANP fez questão de especificar os investimentos aplicados na Bacia do Parnaíba, no qual foram destinados pela agência reguladora, a quantia de R$ 160 milhões. Eliane também informou que o intuito da ANP é realizar a produção de gás na região em 2012, citando como exemplo: os campos Gavião Azul e Gavião Real, ambos operados pela OGX.
A Bacia dos Parecis, localizada na região centro-oeste do Brasil, foi classificada pela executiva como “grande potencial de exploração do país”. Eliane reforçou o interesse na região a ser explorada apresentando o investimento de R$ 400 milhões realizados pela ANP , e afirmou que os recursos aplicados credenciam Parencis como uma das principais perspectivas do país.
Objetivos da ANP
Segundo Eliane, o principal desafio da ANP é continuar os estudos aplicados nas bacias sedimentares do país, assim como, detalhar os dados conquistados visando uma evolução exploratória das regiões. De acordo com a superintendente, a ANP possui 38 bacias sedimentares, sendo que “menos de 5% está em concessão”.

7ª SPEtro da Poderosa e Imbatível Poli da UFRJ - Imperdível!!!

Universidade Federal do Rio de Janeiro
Escola Politécnica
Capítulo de Estudantes SPE/UFRJ

Sobre a 7ª SPEtro

Um evento consolidado e em expansão.

Chegando a sua 7ª edição, a SPEtro, Semana de Petróleo da SPE/UFRJ, consolida-se como um dos eventos acadêmicos de maior repercussão na Escola Politécnica e em todo o setor petrolífero do Rio de Janeiro. O evento ocorrerá no Centro de Tecnologia da UFRJ entre os dias 29 de outubro e 1 de novembro de 2012 e as inscrições on-line iniciam-se em 22 de setembro.

Essa edição vem com o tema Excelência Tecnológica:

Construindo o Futuro. Nesse contexto, a indústria do petróleo desponta como geradora de novas tecnologias devido aos desafios que surgem em um cenário próximo, envolvendo as mais diversas engenharias e geociências.

A 7ª SPEtro, organizada pelo Capítulo de Estudantes SPE/UFRJ juntamente com o Curso de Engenharia de Petróleo da UFRJ, caminha para ser a maior edição já realizada. A expectativa de público é de cerca de 1000 pessoas, superando o sucesso do ano anterior. Serão realizadas palestras, mini-cursos, exposição de materiais e estandes das maiores empresas petrolíferas do mundo.

Além disso, realizaremos pelo quarto ano o concurso estudantil de trabalhos científicos na área de Petróleo e Gás, IV Student Paper Contest, premiando os primeiros colocados nas categorias graduação e pós-graduação com R$1.500,00. As inscrições dos trabalhos vão de 19 de agosto à 7 de Outubro. Essa é uma grande oportunidade para destacar-se tanto para o mundo acadêmico, quanto para o mercado de trabalho.

Nos últimos seis anos, a SPEtro contou com a presença de profissionais renomados na indústria e com o patrocínio das maiores empresas do mundo petrolífero, como Shell, Baker Hughes, Devon, Petrobras, BG Brasil, BP, Halliburton, Schlumberger, OGX, HRT, Chemtech, COPPE/UFRJ, Escola Politécnica/UFRJ, LAMCE, IBP, PRHANP/ UFRJ, Nicomex, LabOceano, Radix, Synergia Editora, Sonangol Starfish e CGG Veritas.

Um trabalho de destaque

A SPE, Society of Petroleum Engineers, é a maior organização que atende engenheiros, estudantes e diversos profissionais da indústria de petróleo em todo o mundo. Através de seus programas e atividades, oferece uma oportunidade única ao desenvolvimento da carreira.

O Capítulo de Estudantes da SPE/UFRJ tem por finalidade o compartilhamento de conhecimento e o estímulo a toda atividade relacionada à Indústria de Petróleo. Recentemente, o Capítulo SPE/UFRJ foi condecorado pela SPE com o prêmio Outstanding Student Chapter 2012, como reconhecimento pelo trabalho desenvolvido à nível de mérito excepcional. Além disso, recebemos o Gold Standard Award, identificando que o capítulo cumpriu um grau admirável de atividades. Dentre as atividades realizadas estão o Ciclo de Palestras, a participação nas edições anteriores do PetroBowl regional, conquistando o primeiro lugar em todas, e principalmente as 6 edições da Semana de Petróleo e Gás SPE/UFRJ (SPETRO).


Todos para a UFRJ!

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

PETROBRAS DEIXA POÇO NO AMAPÁ APÓS DESASTRE COM PLATAFORMA

A Petrobras teve uma sonda de perfuração arrastada por fortes correntes marítimas no litoral do Amapá. O equipamento não chegou a se desprender totalmente, mas sofreu uma ligeira inclinação. Com isso, a Petrobras foi obrigada a abandonar o poço, e solicitou à Agência Nacional do Petróleo (ANP) um prazo maior no plano exploratório do bloco no litoral do Amapá para estudar melhor a força das correntes na região que são muito fortes. Os prejuízos, não confirmados pela Petrobras, teriam chegado a US$ 150 milhões, de acordo com uma fonte.

O problema preocupa os diretores da ANP, pois a região, chamada de margem equatorial, estará na 11ª Rodada de Licitações. Outro ponto é que esses estudos podem levar mais de um ano, afetando ainda mais o início da produção, que está em queda hoje no Brasil.


O diretor de Exploração e Produção da Petrobras, José Formigli, confirmou o incidente, ocorrido no fim de dezembro do ano passado, explicando que o problema aconteceu durante a perfuração do poço exploratório Oiapoque na costa do Amapá/Pará:


- A correnteza mais elevada fez com que o sistema de ancoragem não tivesse o que chamamos de escorregamento e, com isso, houve uma inclinação da cabeça do poço, mas tudo sob controle. Ela continuou ancorada mas escorregou, como se costuma dizer - afirmou.


Correntes com velocidades variadas


De acordo com fontes, a força do mar arrebentou o riser (cabo de exploração) e o B.O.P. (que controla a saída de petróleo no fundo do mar). Segundo técnicos, a plataforma foi arrastada por cerca de 250 metros. Agora a Petrobras está analisando o ocorrido, reestudando a área para voltar a perfurar no local um novo poço.


- A gente está estudando tudo o que aconteceu e as especificidades da região. Precisamos estar preparados em termos de ancoragem para esse tipo de situação. Só depois voltamos a perfurar no local. Quanto mais para cima da margem equatorial, a correnteza é maior - explicou Formigli.


Na Rio Oil & Gas, feira do setor que acontece no Riocentro, executivos de outras empresas comentam os desafios da região.


- Do navio até o fundo do mar, há correntezas diferentes, com velocidades variadas e em direções alternadas. O desafio é muito grande, o que exige uma grande técnica de engenharia - afirmou um deles.


A Petrobras não mencionou o ocorrido no balanço do primeiro semestre. Apenas informou que teve 41 poços abandonados, denominação usada quando a estatal não encontra petróleo ou quando ocorre algum tipo de problema técnico, em que a empresa prefere não dar continuidade à exploração.

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Crescimento do setor de óleo e gás depende de esforços

Quando o assunto em debate é a 11ª rodada de licitações ou os garlgalos da indústria petrolífera, a dor de cabeça do Governo acaba passando para os empresários e profissionais do setor de petróleo e gás no Brasil.

Para a secretária do Desenvolvimento da Produção do MDIC, Heloísa Regina Guimarães de Menezes, o setor enfrenta dificuldades e gargalos políticos, mas é preciso um esforço do Governo e das empresas para mudar essa situação.

“Empresas nacionais devem se fortalecer e buscar parcerias que substituam os gargalos da indústria de petróleo e gás no nosso país”, afirmou Heloísa.

Heloísa Menezes ressaltou ainda a importância do Plano Brasil Maior, que visa fortalecer a economia do país. Nesta terça-feira (18), a presidente Dilma Rousseff sancionou a Lei 12.715, que é resultado da Medida Provisória 563, que vai ampliar os benefícios do Plano Brasil Maior. A nova lei inclui o sistema de desoneração da folha de pagamento, institui o Programa de Incentivo à Inovação Tecnológica e Adensamento da Cadeia Produtiva de Veículos Automotores, o Programa Nacional de Apoio à Atenção da Saúde da Pessoa com Deficiência, entre outros projetos.

Heloísa também disse que tinha uma mensagem do Ministro Fernando Pimentel, que não pode comparecer devido aos compromissos políticos. “Desejo sucesso a todos na compra e venda de produtos. Que sejam feitas boas parcerias para os centros de pesquisa, e que este evento venha a fortalecer o desenvolvimento da indústria de petróleo e gás no país”, falou a porta-voz do ministro.

Próximas Plenárias

Nesta terça-feira (18), segundo dia do evento, as plenárias devem abordar a questão da segurança operacional, tema muito debatido pela diretora-geral da ANP (Agência Nacional do Petróleo), Magda Chambriard, durante a abertura do evento.

Amanhã ocorrerão as plenárias que tratarão dos temas: Energia e Sustentabilidade, as palestrantes serão apresentadas por autoridades consideradas ícones no mundo nessa área. No último dia do evento, as plenárias serão apresentadas pelos executivos da Petrobras.

Fonte: NN- A mídia do petróleo

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Centro de Treinamento Petrodart

Bom dia, Pessoal,

Nossa parceira Petrodart estar prestes a inaugurar sua sonda-escola. Diferentemente das outras sondas-escolas existentes no país, esta é 100% funcional, ou seja, é uma sonda de verdade, que pode simular todas as operações realizadas numa sonda ( não só as manobras, como a circulação de fluídos, descida de packers e outros equipamentos, e tudo que envolve a perfuração de um  poço). Haverá também, um estação de produção, onde se pode treinar todas as facilidades que envolve a produção.

O Centro de Treinamento Petrodart ficará localizado no município de São Sebastião do Passé , cerca de 60 km de Salvador- Ba, e estará diponivel para treinamentos já a partir do mês de novembro deste ano.

Maiores informações acessem : www.petrodart.com.br

Vejam abaixo as fotos da Sonda -escola:




terça-feira, 18 de setembro de 2012

ANUNCIADA A DATA DA 11ª RODADA DE LEILÃO DE PETRÓLEO

A presidenta Dilma Rousseff aprovou a realização da 11ª rodada de leilão de novas áreas para exploração de petróleo e gás.

O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, anunciou nesta terça-feira que a presidente Dilma Rousseff aprovou a realização da 11ª rodada de licitação de petróleo e gás em maio de 2013, em dia a ser estabelecido pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). A última rodada, a 10ª, ocorreu em dezembro de 2008.

Os blocos a serem licitados serão conhecidos nos próximos dias. Serão 174 blocos, metade deles em terra e metade na margem equatorial. O ministro disse ainda que o governo pretende realizar a primeira rodada com blocos da camada pré-sal em novembro de 2013.

A realização dos leilões da 11ª rodada e da 1ª rodada do pré-sal está condicionada, porém, à aprovação do projeto de lei que tramita no Congresso a respeito da distribuição dos royalties de petróleo.

Segundo o ministro, o governo está em tratativas com o Congresso para assegurar que o projeto de lei seja aprovado ainda neste ano, com a antecedência necessária para a realização dos leilões. "Contamos com a aprovação do projeto dos royalties ainda neste ano, pois as próximas rodadas de petróleo e gás serão realizadas sob a égide da nova lei", afirmou.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

PAÍS EXPLORA SÓ 4% DAS ÁREAS COM CHANCE DE PETRÓLEO

Brasil pesquisou só 7% das bacias, mesmo após pré-sal. Especialistas cobram mais investimentos.

Explorar é preciso. Passados quase 60 anos do início das atividades exploratórias de petróleo e gás natural no Brasil, pouco se conhece dessas riquezas existentes em seu subsolo. Só 7% dos 7,5 milhões de quadrados de bacias sedimentares brasileiras já foram pesquisados e, desse total, apenas cerca de 4% estão sendo explorados.

Nessa pequena área estão os 149 mil quilômetros quadrados de pré-sal na Bacia de Santos, onde só 30%, ou 45,6 mil quilômetros quadrados, estão sendo explorados pelo regime de concessão. Baseada em dados atuais, a Petrobras estima que nos blocos do pré-sal, considerando apenas as descobertas já feitas, existam reservas de, no mínimo, 15 bilhões de barris. Isto significa dobrar as reservas brasileiras descobertas nas últimas seis décadas de atividades. Mas estudos da Coppe/UFRJ sugerem que o número possa chegar a 55 bilhões de barris, o que colocaria o Brasil em nova posição no mapa mundial do petróleo. O peso maior do país no ranking global é o tema de um dos principais painéis da Rio Oil & Gas, o maior evento do setor na América Latina, que começa hoje no Riocentro.

Especialistas acreditam que, passados 14 anos da abertura do setor de petróleo no Brasil, com o fim do monopólio exercido pela Petrobras, houve um pequeno avanço na pesquisa sobre as bacias pela Agência Nacional do Petróleo (ANP). Tal estudo é essencial tanto para nortear o interesse das empresas nos leilões, como na exploração dos blocos concedidos. Esse avanço, mesmo pequeno, já permitiu que o setor petrolífero aumentasse seu peso na formação do Produto Interno Bruto (PIB) do país: de 3%, em 1997, para 12%, hoje.

País continua atraente

Mas, para explorar o potencial das novas reservas do pré-sal, é preciso um esforço político do governo para retomar os leilões, alerta Hernani Aquini, professor da faculdade de Geologia da Uerj e especialista do setor de petróleo e gás. Ele diz que a necessidade de se criar novas oportunidades de exploração para as empresas aumentou este ano, já que a produção de petróleo no país amarga uma queda de 8%:

— Hoje, o Brasil tem as melhores perspectivas, mas é preciso avanço nas rodadas. Desde 2008 não são licitados novos blocos.

As últimas descobertas relevantes no mundo foram no Brasil, mas hoje o pós-sal já tem recuo na produção, e boa parte dessa área precisa de licitação. É uma questão em aberto, pois depende da aprovação da divisão dos royalties pelo Congresso.

Para especialistas, até 2050, preveem-se no país até 15 campos, como o de Lula, na Bacia de Santos, o principal do pré-sal brasileiro hoje.

— Temos que ter garantias de que a promessa vai se realizar e acabar com as incertezas — afirma Aquini.

É preciso explorar as reservas

As petrolíferas privadas nacionais e estrangeiras são unânimes em dizer que, com nova oferta de áreas para exploração, os investimentos poderiam ser bem maiores dos que os atuais.

João Carlos França de Luca, presidente do Instituto Brasileiro de Petróleo (IBP, que reúne as pequenas, médias e grandes empresas nacionais e estrangeiras do setor), diz que o Brasil continua atraente para os investidores, não apenas com as grandes perspectivas que se vislumbram com o pré-sal, mas também no pós-sal.

— O pré-sal é um atrativo para todo mundo. Mas, fora o pré-sal, os estudos feitos na nossa margem equatorial, com as oportunidades de descobertas que estão acontecendo no Oeste da África, fazem com que as companhias se interessem em vir para o Brasil — diz ele.

Mas ainda é preciso muito estudo para elevar os investimentos no país. Só agora a ANP faz o primeiro estudo sedimentar da Bacia do Acre, e realiza o segundo levantamento das bacias do Parecis e do Parnaíba, áreas ricas em rochas não convencionais. David Zylbersztajn, ex-diretor da agência reguladora, diz que, se o Brasil não explorar as riquezas do seu subsolo agora, corre o risco de não deixar nenhum futuro para as novas gerações:

— A idade da pedra lascada acabou, não porque a pedra acabou, e sim porque não se precisou mais dela. A era do petróleo pode acabar em pouco tempo com o desenvolvimento de novas fontes mais baratas e renováveis. E o país terá perdido a grande oportunidade de gerar riqueza.

Para Zylbersztajn, o mundo elegeu o petróleo como o grande vilão da natureza, então é preciso explorá-lo com tecnologias modernas, com maior segurança e menos custos.

— Não podemos ficar sentados em cima das reservas sem explorá-las.
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