A Petrobras batizou nesta sexta-feira
(13) a plataforma P-59, no canteiro de São Roque do Paraguaçu, em
Maragogipe (BA). A P-59 é uma plataforma de perfuração autoelevatória e
será alocada primeiramente no poço exploratório Peroá Profundo,
localizado no campo de Peroá, na costa do Espírito Santo.
A
unidade poderá operar em locais onde a profundidade de água varia de 10
a 106 metros, com capacidade de perfurar poços de até 9.144 metros de
comprimento, em condições de alta pressão e temperatura.
A
estatal investiu cerca de US$ 360 milhões na construção da plataforma,
projetada para atender aos cronogramas operacionais de exploração e
produção da companhia nos próximos anos e dar suporte à eventual
estratégia de incorporação de novos blocos exploratórios em águas rasas,
dependente ainda de leilões da Agência Nacional de Petróleo, Gás e
Biocombustíveis (ANP).
A presidente da Petrobras, Graça Foster, destacou a tecnologia da unidade e a capacidade da companhia e da indústria nacional.
"Isso
aqui é uma mostra muito grande do que está acontecendo no Brasil. A
Petrobras tem orçamento aprovado de US$ 236,5 bilhões para o período
2012-16. Desses, US$ 131,6 bilhões dedicados à atividade de exploração e
produção no Brasil. A nossa capacidade de produzir é uma realidade.
Serão mais 33 sondas de perfuração com conteúdo local variando de 55% a
65%. Temos competitividade em prazo, qualidade, tecnologia e em custos",
disse.
A presidenta da República, Dilma Rousseff, mencionou a retomada da indústria naval no país.
"Somos
capazes sim de construir plataformas. Temos indústria, temos
trabalhadores com grande capacitação. O que temos nesta plataforma, o
que está aqui é um caminho de futuro", declarou.
A Plataforma
A
P-59 é composta por um casco flutuante que pesa cerca de 11 mil
toneladas, com três pernas retráteis independentes de 145 metros de
altura cada e que podem movimentar-se para cima e para baixo por meio de
sistema elevatório próprio (jack up). Será posicionada nas locações por
rebocadores e as pernas serão apoiadas no leito marinho. Depois de
fixada, a unidade permanece acima do nível da água, deixando o casco e
os equipamentos de perfuração longe da movimentação das ondas do mar.
Os
equipamentos de perfuração da P-59 serão montados no convés de
perfuração, numa estrutura móvel retrátil que pode ser estendida para
fora da plataforma. Isso permite o movimento da torre de perfuração
tanto no sentido longitudinal como no transversal. Permite, também, a
perfuração de um conjunto de poços sem que seja necessário realocar a
plataforma.
A construção
A
P-59 foi construída no canteiro de São Roque do Paraguaçu, de
propriedade da Petrobras, onde também está em construção a P-60, unidade
idêntica a ela, que deve ser concluída até agosto. Os contratos de
construção das duas plataformas foram assinados em setembro de 2008 com o
Consórcio Rio Paraguaçu. As unidades fazem parte do Programa de
Aceleração do Crescimento (PAC) do Governo Federal.
As
obras geraram cerca 2.100 empregos diretos no pico da construção, dos
quais 50% vindos do Recôncavo Baiano, 25% de São Roque, 15% de outros
locais da Bahia e 10% de outros estados. A conclusão da P-59 é um
importante marco para indústria naval brasileira e representa a retomada
da produção nacional deste tipo de plataforma, já que há quase 30 anos
não eram construídas, no País, unidades autoelevatórias similares.
Fonte: Tn Petróleo
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